Mostrando postagens com marcador Resenhas. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Resenhas. Mostrar todas as postagens

domingo, 16 de novembro de 2008

Meus tempos de Discada

As crianças de hoje em dia perderam uma das maiores desventuras que garotinhos nerds nascidos na década de 90 tiveram. A magia da internet discada.

Costuma se ter hoje ADSL, internet a rádio, internet a cabo e a rabo. Mas já se perdeu aquela emoção que dava quando chegava a meia noite de sexta-feira e você finalmente conseguiria seu desejado pulso único.

A comunicação também era muito mais divertida. Não se tinha MSN, no máximo tínhamos um nome falso pra usar no IRC e trocar músicas e conversas de sacanagem com pessoas como “mOrEnInHa_RJ”.

O ICQ apareceu como uma coisa bela... Mensagem Instantânea, adicione os amigos que quiser e tenha um número de fácil memorização como “987347476923β - 4874α 5π”. Coisa boa. Coisa chique.

A pirralhada também não compartilha da nossa antiga emoção de imaginar a pessoa com quem se falava. Você nunca sabia como era essa pessoa que metaforicamente habitava o outro lado do computador. A não ser que ela tivesse um scanner, ou você fosse tapado o bastante pra acreditar que aquela mulher seminua da foto era a tal mOrEnInHa_RJ, era difícil saber exatamente como a pessoa era.

Outro fato desses tempos de banda estreita: a pirataria não existia ou era muito desconhecida. E eu acho que não preciso explicar o porquê. O ato de downloadar algo era razão para ser idolatrado:

- EU baixei o emulador de GBA e o ROM de Pokémon Ruby ;D

- UAU :O Que Guerreiro!

Mentira, nem sempre era assim. Conto que passei 3 finais de semanas, alguns feriados e uma quarta-feira pela tarde para baixar a PRIMEIRA PARTE do filme Matrix. Felizmente poucos presenciaram meu chilique logo depois de ver que o filme era de dois irmãos gêmeos que apanhavam do pai ou qualquer merda do tipo. Desculpem-me. Ainda é duro relembrar.

Mas uma coisa que realmente te promovia e dava o status de SUPER HACKER era ter um site. Lembro como se fosse ontem. Tenho amigos como testemunhas. Tive um site no HPG (HomePageGrátis, agora me pergunto por que diabos eles ainda mantém esse nome se a porra toda é paga) com algumas poucas fotos de POKEMON, umas bobagens escritas e um contador de visitas que não saia do "1 visitante". Coisa boa. Coisa chique. Me orgulhava disso na época.

...

Algum tempo depois. Um pouco mais de experiência e uma esperança de ser famoso no mundo internédico, me levou a criar um Fórum com 2 amigos. Thiagão e nosso companheiro da casa Lucasd. Irradiation Fórum. É impossível descrever o quão empolgado eramos com aquilo. E até que o bagulho era organizado, foi divertido e até entrou umas pessoas durante um tempo. Mas não tardou muito e eu dei 1 mês pro fórum morrer. Duas semanas depois ninguem mais entrava.

Pra não elongar mais isso com história desinteressantes, reafirmo o que disse antes. A internet lenta educou todas as crianças da época de um jeito único. Coisa que não teremos mais. O som da conexão, as broncas pelas contas caras de telefone, os jogos em DOS, Tibia, Avalanche, mIRC, ICQ, site da Turma da Mônica, bate-papo da UOL, Cadê?...

Um minuto de silêncio.

terça-feira, 27 de maio de 2008

Custe o que Custar

Quem aqui já assistiu Seinfeld?
Os que responderam afirmativamente devem saber que o personagem comediante "Jerry Seinfeld" faz o chamado humor stand-up ou comédia stand-up. Pra quem desconhece, são os humoristas, de pé em um palco, que emendam piadas uma nas outras do cotidiano, improvisando e etc, brincando com as idéias do público.
E é com o coração feliz que falo, que programas estão surgindo a partir desse ideal, fugindo da merda que é o programa Zorra Total, A Praça é Nossa, ou Casseta e Planeta. Percebe-se a busca por um "humor novo", mas elaborado, afim de não cair no clichê e no previsível.

Aplaudo então aqui, dois programas que depois de assistir a algum tempo, me vejo na posição de não deixa-los sem elogios: 15 Minutos e CQC.

15 minutos é um programa da MTV, apresentado por Marcelo Adnet, onde ele lê e-mails, imita celebridades, improvisa, fala de determinados temas... enfim, e interage com o sempre mascarado personagem Kiabbo. Permitam-me dizer que o Adnet é foda. Raciocínio rápido, bom texto, programa humilde e humor original. Se eu não me engano ele é ator de teatro também, e teve pequenas participações em filmes.

O CQC (Custe o que custar) é originalmente um programa argentino. Exibido na Rede Bandeirantes, vulga Band. Apresentam esse programa um acervo maior de pessoas, sendo que um deles, repórter e apresentador de palcos, é nada mais, nada menos que Rafinha Bastos, um humorista stand-up comedy querido por mim, e agora claro, apresentador.
Nota-se uma ínfima semelhança entre o CQC e o "Pânico na TV", principalmente por que os "repórteres" fazem perguntas indiscretas e realmente enchem o saco de políticos, apresentadores, jornalistas, etc. Mas antes, eu devo enumerar virtudes que encontrei nesse programa:

  1. Como já citei, o programa busca um pouco do riso através do constrangimento alheio, como o Pânico na TV;
  2. Mas devo salientar que o "Nível" informativo do CQC é 10³ vezes maior. Nele você encontra críticas válidas de n situações que por aqui acontecem, misturadas com humor. É uma mistura as vezes exagerada, mas no geral sai engraçado e com informação das palhaçadas sempre impunes no nosso querido país tupiniquim.
  3. O "visual" é agradável... Um set de filmagem bem organizado, repórteres poliglotas(verdade lol), efeitos razoáveis...
O Pânico na TV não é um programa tão ruim também, na verdade, achava muito bom, mas sinceramente acho que hoje em dia ele se rendeu pro capitalismo, tem muito merchan no programa e tal. Mas tirando os quadros sem noção, tem coisas muito engraçadas, tipo as partes com o Ceará, o tal do Christian Pior e o mais novo "César Polvilho" que é um cara muito tosco, mas engraçado. =x

Bom, pra quem quiser dar uma assistida nesses programas, o 15 minutos passa na MTV de Segunda a Quinta as 21:45 e o CQC Segunda as 22:15 e reprise as Quartas-feiras.

segunda-feira, 17 de dezembro de 2007

Encantada

Pra quem pensa que o filme é exatamente idêntico a qualquer outro filme da Disney.
Quase acertou.
Podem ler esse post quem já assistiu e quem tá pretendendo ver o filme (relaxem, não vo contar que o principal morre - brincadeira ele não morre). Quem viu pode concordar/discordar e quem não viu pode pensar duas vezes antes de ir no Box quarta-feira que é mais barato e pagar o ingresso.

O Filme como a maioria deve saber, começa em formato de desenho (2d), no reino de Antalázia, entre as montanhas dos unicórnios homossexuais e o vale do contentamento ou alguma coisa assim. Nesse reino de fantasia, uma camponesa se apaixona pelo seu príncipe, mas a Madrasta do dito cujo teme que ele se case, pois assim ela perde o direito do trono. Para continuar a história mais batida que a corrida do coelho e tartaruga, a tal madrasta rainha é má e empurra a camponesa-quase-princesa de um poço e ela cai no mundo real, em Nova York pra ser exato (agora o filme entra em live-action).

Pra quem tem pelo menos 10% do lado esquerdo do cérebro desenvolvido, perceberá ai o começo de uma enxurrada de erros de continuidade.
A Camponesa-quase-princesa-desenho, loira dos cabelos lisos e sedosos daqueles de quem usa Seda Ceramidas (não ganhei um centavo com o merchan), ao se tornar Camponesa-quase-princesa-atriz vira meio ruiva com um penteado diferente e cabelos cacheados.
Última palavra em maravilhas da transformação, deixaria o Jassa de boca aberta.
Enfim, depois de pensar muito e passar perigos visíveis de morte ela encontra um cara que a faz se acostumar com esse "novo estilo de vida". Não vou contar o resto senão estraga a surpresa.

Mas a série de erros de continuidade simplesmente continuam explodindo no filme.
Um que me deixou realmente intrigado foi que a filha do gentleman que ajuda a princesa na cidade, em uma cena antes de dormir, sem nenhuma razão aparente aparece de KIMONO na casa.
Além disso, operários que magicamente sabem dançar e dar 6 mortais de costas seguidos, um antagonista que arrumava fantasias do nada, a princesa escalando um prédio em 3 segundos, ou pessoas que largaram seus afazeres para cantarem a música que a princesa fazia na hora, isso tudo em Nova York, cidade muito calma e tranquila...
Quem for assistir o filme se fará muitas perguntas do tipo: "Como diabos isso foi parar ai" ou "De onde ele tirou isso" e o mais frequente "Onde raios eles arrumaram dinheiro?"

Claro que eu dei um desconto bem aprazível, já que o filme é pra crianças, é fantasioso etc, etc.
E realmente é, tirando os detalhes o filme realmente é muito bom.
Tirando alguns atores, os principais fazem um bom papel, principalmente o coadjuvante esquilinho, que é apenas uma modelagem em 3d.

Apesar da história bem previsível, os efeitos são bem feitos, a história é bem contada, humor bem escrito e o final... O Final realmente foi bem bolado.

No pesar da balança eu acabo indicando o filme, vai garantir algumas risadas e um bom momento com o seu namorado(a)/ficante/peguéte/cachorro/vizinho etc.


sexta-feira, 14 de dezembro de 2007

Across the Universe

Pois é gente, fui o último a me mudar pra cá e tava louco pra escrever alguma coisa pra me apresentar, e também pra dar a essas 8 pessoas que tão sempre online aqui algo pra ler. Eu acho que como a casa aqui é de nós 4 , é de bom tom que eu só poste coisas que todos nós gostemos então vou falar de um filme que esperamos desde que vimos o cidadãozinho cantando no trailer.

O filme se chama "Across the Universe" e conta a história de Jude (Jim Sturgess), um rapaz de Liverpool que viaja para os Estados Unidos e se apaixona por Lucy (Evan Rachel Wood). O irmão da menina é convocado para a guerra do Vietnam e os dois se envolvem no processo ativista contra a guerra, com o movimento Hippie, o amor, as drogas e o rock n' roll. A estréia já aconteceu nos EUA, e aqui era pra ter estreado dia 7, portanto algo me diz que ele não vai chegar na cidadezinha onde nos encontramos, mas a gente dá um jeito. De uma maneira completamente dentro da lei, obviamente.

AAAAH sim, informação essencial que eu omiti, o filme é um musical , com a trilha sonora toda influenciada pelos Beatles, o que podemos perceber inclusive pelo nome dos personagens principais Jude e Lucy (de Hey Jude e Lucy In The Sky With Diamonds, ambas músicas dos Beatles - embora eu pudesse jurar que Jude fosse uma mulher). Agora alguém me diz se pode ser melhor, um musical, praticamente um "Moulin Rouge dois" ( eu amo Moulin Rouge gente, na verdade musicais em geral, por isso to escrevendo isso) e ainda por cima com os Beatles por trás de tudoo. Aiaii..

Aí o trailer pra vcs ^^




Pronto então, ficou grandinho né hahahah
Se alguém precisar de mim bate na janela direita, é meu quarto, vou ficar acordado, é fogo dormir com essa luz.